A filosofia da democracia de Protágoras

                   

                             Protágoras de Abdera (nascido entre 491 e 481 a.C.) foi o fundador do relativismo ocidental, que ele expressou na celebre formula "o homem é medida de todas as coisas, das que são por aquilo que são e das que não são por aquilo que não são, com isso entendendo que não existe critério absoluto para julgar o verdadeiro e o falso, o bem e o mal, mas que cada homem julga conforme o próprio modo de ver coisas.
                       Para cada tese é, portanto, possível trazer a baila argumentos a favor e contra (antilogia) e, por conseguinte, é possível, com a técnica apropriada, da qual Protágoras se dizia mestre, tornar mais forte o argumento mais fraco: nisso justamente consistia a "virtude", ou seja, a habilidade do homem. Assim, o verdadeiro e o falso, e o bem e o mal perdem qualquer determinação absoluta.
                            Todavia, nem tudo para Protágoras é relativo: com efeito, se o homem é medida da verdade, é medido pelo útil e pelo danoso. Estes, portanto, tornam-se referências últimas das quais Protágoras se proclamava mestre.
                            Utilizando-se do mito para provar que a virtude pode ser ensinada, Protágoras, narra à história de Prometeu que rouba o fogo dos deuses e presenteia os homens, até então desprovidos de qualquer virtude, corrigindo assim, o grande erro de seu irmão Epimeteu, provando que sabedoria e virtude podem sem ser infundidas aos homens.
                            Protágoras destacava o respeito e o senso de justiça, como alicerce da cidade e do Estado, é como se a virtude jurídico-política da democracia fosse mais indispensável para a vida do que a virtude técnico-ciéntifica defendida por Sócrates. Porém, é na gratuidade da amizade que garantimos a sobrevivência humana, sendo a base da vida comunitária.
                            A virtude que Protágoras ensinava era exatamente essa habilidade de saber fazer prevalecer qualquer ponto de vista sobre a opinião oposta. O sucesso de seus ensinamentos deriva do fato de que, fortalecidos com essa habilidade, os jovens consideravam que poderiam fazer carreira nas assembleias, nos tribunais e na vida política.
                            Para Protágoras, portanto, tudo é relativo, não existe um verdadeira absoluto e também não existem valores morais absolutos. Existe, entretanto, algo que é mais útil mais conveniente e, assim, mais oportuno.


                        


Mito de Prometeu

                       

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